Bom, vou ressussitar esta bosta repostando algumas coisas (que eu achei bem) legais postadas no
blog antigo :
Talvez.. quem sabe?
E se deus é sinistro
e criou com a mão direita?
Isso sim, deve explicar as coisas deste mundo.
Sem amor todo mundo se fode.
Bruninha sempre tinha ouvido dizer que menina decente casa virgem.Seu pai a ameaçava, sua mãe a vigiava e Bruninha namorava escondido na saída da escola mas não dava.
Léo sempre ouvira dizer que homem que é macho passa a piróca em qualquer galinha que der mole.Mas ele namorava Bruninha e Bruninha sempre tinha ouvido dizer que menina decente casa virgem e seu pai a ameaçava.
A mãe de Bruninha vivia falando que menina namoradeira fica falada e Bruninha não tinha apresentado Léo a mãe, pois não queria que ela ficasse falando.
Léo insistia que Bruninha tinha que dar e dona Lúcia ( que é a mãe de Bruninha), mesmo sem saber do que Léo andava pedindo à Bruninha ameaçava: se Bruninha inventasse de dar o pau ia comer.
Mas dizia isso em tom ameaçador e Bruninha já tinha muito medo de o pau comer.
Bem, tinha medo mas também tinha desejos que confrontavam-se com o medo.
Então o instinto deu as cartas, mas foi doloroso e insosso e Bruninha não conheceu o clímax pois Léo queria fodê-la e não fazê-la gozar, e como o medo não dá aula particular de instrução sexual Bruninha logo engravidou e, como o pau já tinha comido à algum tempo, não havia mais o que ser feito, então a Bruninha e o Léo e a mãe da Bruninha e a mãe do Léo e os pais também e principalmente Laís que nasceu em março com três quilos e quatrocentos gramas se foderam.
Rememoranças
Certa vez visitei um templo Romano, foi no Rio de Janeiro.
Não era assim uma visita de amigos que querem se ver mas, de qualquer forma, eu estava lá e precisava aproveitar.
Havia muitos cavalheiros, e muitas damas, todos bem vestidos como convém àqueles que visitam um castelo.
Havia carros suntuosos no estacionamento da Igreja de São Bento.
E havia mendigos esfarrapados esperando a missa acabar, alheios aos poderes da igreja, porém atentos às suas esmolas.
Durante o ritual monotônico os monges entoavam louvores
(os monges e as freiras me incomodam, parece-me que sobre aquelas roupas estranhas está escrito:quem ama não pode ser filho do Amor,e eu, que não creio no Amor mas amo, tenho brotoejas quando os leio)
Enquanto isso alguém que pertencia ao culto, que não sei sacristão padre beato pois sou distante destes assuntos eclesiásticos, segurava uma lata de incenso
E a fumaça, que inundou a nave do templo, me fez lembrar de Joana D'arc.
Aqui jaz.
A gigante acinzentada e reluzente esvaia-se nas areias reluminescentes e finas da Prainha.Era um sábado quente de inverno e Júlia Scalamandrè não teria convencido Arnold Nisserkind a sair do apartamento no Catete e atravessar a cidade não fosse a comoção pública ocasionada pelas recorrentes reportagens sobre a baleia encalhada, moribunda, perdida de seu habitat.
Ao chegarem, as equipes de jornalismo trabalhavam com afinco em busca dos melhores ângulos da gigante, de depoimentos dos pescadores que presenciavam o sofrimento da jubarte desde o início.Os bombeiros tentavam devolver o monturo de carne e banha ao oceano ainda viva enquanto ambientalistas regavam Danúbia com água colhida do mar em baldes, no intuito de minimizar-lhe o sofrer, time que logo ganhou o reforço do casal, que apanhou dois providenciais vasilhames no carro para também ajudar a salvar a natureza.
Esforços em vão, pois após 29 horas definhando, a baleia, exausta, expirou. E o fotógrafo, atento, captou a imagem que dali a poucos minutos estamparia a manchete na versão eletrônica do grande jornal:ao crepúsculo, Júlia e Arnold choravam abraçados ao bichão.
Foi difícil, durante todo o domingo,apagar a angústia.Pelas seis da tarde foram ao cinema e, chegando, avistaram uma pequena aglomeração na porta:um crioulinho sujo e desdentado tendo um ataque, provavelmente devido à cola de sapateiro.
Pediram licensa e entraram sem comprar o combo habitual, pois estavam atrasados.